Miscelânea cearense e nordéstea


Blog de férias

Voltaremos em fevereiro



Escrito por Juvando às 09:39:08 AM
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Humor - CQC Top Five 15/12/2008

 



Escrito por Juvando às 06:41:32 PM
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Luzes de Natal pelo Mundo.

Coliseum - Roma - Itália

Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro-RJ

Arvoré de natal em homenagem as rendeiras - Pça. Portugal - Fortaleza-CE

Arvoré de Natal do Rockfeller Center - New York - USA

 

Berlim - Alemanha

  

Gramado-RS, Brasil

São José - Costa Rica

Brasília-DF

Milão - Itália

Pq. do Ibirapuera - São Paulo/SP

 

Paris - França

 Fontes: http://www.lifeinthefastlane.ca/ , natal.ig.com.br/fotos e queilarte blogspot. 



Escrito por Juvando às 10:27:21 PM
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2009 chega um segundo mais tarde

O último minuto do ano terá 61 segundos. Um segundo extra que fará de 2008 o ano mais longo desde 1992.

O movimento giratório da Terra sobre o seu próprio eixo tem vindo a abrandar gradualmente. Este factor origina um pequeno lapso de tempo registado nos relógios atómicos - os cronómetros ou medidores de tempo mais precisos do mundo.

Para contornar o problema, um consórcio internacional de cientistas decidiu acrescentar um segundo ao último minuto de 2008 que assim se torna no ano mais longo desde 1992. Ao soar da última badalada de 2008, foliões em todo o mundo terão de aguardar um segundo para dar as boas-vindas ao novo ano.

É a 24ª vez que ocorre semelhante ajustamento, pelo menos desde 1972. O último aconteceu em 2005.

A economia mundial e a tecnologia digital dependem da exactidão temporal estabelecida pelos relógios atómicos. O primeiro foi construído em 1949, nos Estados Unidos. Em Agosto de 2004, cientistas do instituto norte-americano NIST (National Institute of Standards and Technology) apresentaram um relógio atómico do tamanho de um chip.

in Expresso

Com a tradição que o "bom português" tem com a pontualidade, é bem provável que em certos locais 2009 chegue bem mais atrasado!!

Fonte: Blog Xicórias e Xicoriações



Escrito por Juvando às 10:09:04 PM
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Ensinamentos: Uma mente tendenciosa não percebe a realidade

Sua Santidade o Dalai Lama

Estou muito satisfeito em participar deste seminário inter-religioso sobre a Harmonia Religiosa, Co-existência e Paz Universal organizado pela Associação Internacional pela Liberdade Religiosa, Grupo de Ladakh. Muito obrigado pela explicação detalhada da história da associação, suas atividades, objetivos e sua relevância no século atual. Não tenho nada a adicionar ao que os oradores disseram. Porém, gostaria de dizer algumas palavras.

Nós estamos agora no século vinte e um. A qualidade da pesquisa sobre o mundo interno, assim como o físico, atingiu níveis bem elevados, graças ao tremendo passo dado em direção ao avanço tecnológico e inteligência humana. Entretanto, como alguns palestrantes já mencionaram anteriormente, o mundo também enfrenta vários problemas novos, a maioria deles criados pelo homem. A causa-raiz desses problemas criados pelo homem é a incapacidade dos seres humanos de controlar suas mentes agitadas. Várias religiões ensinam como controlar tal estado da mente.

Sou um praticante religioso, que segue o budismo. Mais de mil anos se passaram desde que as grandes religiões do mundo floresceram, inclusive o budismo. Durante esses anos, o mundo presenciou muitos conflitos nos quais os seguidores de religiões diferentes também estavam envolvidos. Como um praticante religioso, reconheço o fato de que diferentes religiões do mundo apresentaram muitas soluções para controlar uma mente agitada. Apesar disto, sinto ainda que não fomos capazes de realizar o nosso potencial.

Sempre digo que todas as pessoas neste mundo têm a liberdade para praticar, ou não, uma religião. Pode-se também se fazer ambas. Porém, uma vez que você aceita uma religião, é extremamente importante poder focar a nossa mente nisso e praticar sinceramente os ensinamentos na nossa vida cotidiana. Todos nós podemos ver que temos a tendência de nos comprazermos com favoritismo religioso dizendo: "Pertenço a esta ou aquela religião", em lugar de fazer um esforço para controlar nossas mentes agitadas. Este mau uso da religião, por causa de nossas mentes transtornadas, também cria problemas às vezes.

Conheço um físico do Chile que me falou que não é apropriado para um cientista ser tendencioso em relação à ciência por causa de seu amor e paixão por ela. Sou um praticante budista e tenho muita fé e respeito pelos ensinamentos do Buda. Porém, se misturo meu amor e apego pelo budismo, então minha mente será influenciada por isto. Uma mente tendenciosa, que nunca vê o quadro completo, não pode perceber a realidade. E qualquer ação que resulte de tal um estado de mente, não estará sintonizada com a realidade. Assim, causa muitos problemas.

De acordo com a filosofia budista, a felicidade é o resultado de uma mente iluminada enquanto o sofrimento é causado por uma mente distorcida. Isto é muito importante. Uma mente distorcida, em contraste com uma mente iluminada, é aquela que não está sintonizada com a realidade.

Qualquer assunto, incluindo atividades políticas, econômicas e religiosas, que os seres humanos exercem neste mundo, deveria ser entendido completamente antes de fazermos um julgamento. De qualquer maneira, as coisas mundanas são os resultados de tantas causas e condições. Portanto, é muito importante conhecê-las. Isto nos permitirá entender a história completa. Os ensinamentos oferecidos no budismo são baseados em racionalidade, e acredito serem muito produtivos.

Hoje, muitas pessoas de diferentes tradições religiosas estão aqui presentes. Todos vocês podem estar com um ponto de interrogação em suas mentes: qualquer coisa que possa ser sentida e seja possível, deveria ser uma questão de podermos perceber isto por nossa mente, ou não. Não é fácil responder a esta pergunta. Em cada religião, há coisas transcendentes que estão além do entendimento de nossa mente e fala. Por exemplo, o conceito de Deus no cristianismo e no islamismo em que o corpo da verdade de sabedoria no Budismo é metafísico, que não é possível para uma pessoa comum como nós perceber. É ensinado em todas as religiões, inclusive no cristianismo, budismo, hinduísmo e islamismo, que a verdade última é guiada pela fé.

Quero enfatizar que é extremamente importante para os praticantes acreditar sinceramente em suas respectivas religiões. Normalmente, eu digo que é muito importante distinguir entre "acreditar em uma religião" e "acreditar em muitas religiões". O primeiro contradiz diretamente o último. Portanto, devemos resolver solucionar estas contradições. Isto só é possível quando se pensa em termos contextuais. Uma contradição em um contexto pode não ser a mesma em outro. No contexto de uma pessoa, uma única verdade está muito associada com uma única fonte de refúgio. Isto é de extrema necessidade. Entretanto, no contexto da sociedade ou mais de uma pessoa, é necessário ter diferentes fontes de refúgio, religiões e verdades.

No passado não era um grande problema porque as nações permaneciam alheias umas às outras com suas próprias religiões. Entretanto, no mundo de hoje que é próximo e interconectado, há tantas diferenças entre as várias religiões. Devemos obviamente resolver estes problemas. Por exemplo, houve muitas religiões na Índia nos últimos milênios. Algumas foram importadas de fora, enquanto outras cresceram na própria Índia. Apesar disso, o fato é que estas religiões puderam coexistir, e o princípio de Ahimsa realmente floresceu nesse país. Mesmo hoje, esse princípio tem um papel muito importante em cada religião. Isto é muito precioso e a Índia deveria se orgulhar disso.

O Ladakh é uma área predominantemente budista há tantos séculos. Mas outras religiões como o islamismo, cristianismo, hinduísmo e sikhismo têm também florescido aqui. Embora seja natural para as pessoas de Ladakh se apegarem e amarem suas religiões, este local tem um ambiente muito pacífico, sem maiores problemas de intolerância religiosa. Durante minha visita inicial a Ladakh, ouvi muçulmanos mais velhos usando a seguinte frase: "comunidade de sangha" em suas falas. Apesar dessas frases não serem encontradas no islamismo, contudo uma referência deste tipo invoca muita confiança entre os budistas. Assim, as pessoas de diferentes religiões em Ladakh estão muito próximas umas das outras e vivem em harmonia.

É apropriado para os muçulmanos terem total devoção a Alá quando rezam nas mesquitas. O mesmo acontece com os budistas, totalmente devotos a Buda quando rezam nos templos budistas. Uma sociedade, com muitas religiões, deve ter muitos profetas e fontes de refúgio. Nessa sociedade é importante se ter harmonia e respeito entre as diferentes religiões e seus praticantes. Crença se refere à fé total, que você deve ter na sua própria religião. Ao mesmo tempo deve-se respeitar todas as outras religiões. Esta tradição de acreditar em sua própria religião e respeitas as outras tradições existe em Ladakh, deste o tempo dos seus ancestrais. Portanto, você não precisa inventá-la. Gostaria de agradecer a todos por trabalharem muito para isso e peço que continuem fazendo o mesmo no futuro.

Se uma relação harmoniosa se estabelece entre as sociedades e crenças religiosas no mundo atual, multi-étnico, multi-religioso e multi-cultural, então, será um bom exemplo para as outras. Entretanto, se todos os lados se descuidarem, então há o perigo de problemas iminentes. Numa sociedade multi-étnica, o maior problema é o que existe entre a maioria e a minoria. Por exemplo, na capital Leh, os budistas constituem a maioria da população, enquanto os muçulmanos pertencem a uma comunidade minoritária. A maioria deve considerar a minoria como sendo seus convidados. A minoria, por outro lado, deve ser capaz de sensibilizar-se com a maioria. Em outras palavras, os dois lados devem viver em harmonia. Para poder sustentar esta harmonia, ambos os lados não devem deixar de prestar atenção nas questões sensíveis que existem entre eles. Realmente, a maioria deveria prestar atenção e apreciar a visão e opinião da minoria. Ambos os lados devem discutir e expressar claramente o que pensam em relação à visão e a opinião do outro. A minoria, por outro lado, deveria ter cuidado e ver onde estão as questões sensíveis da maioria e expressar quaisquer dúvidas que possam ter. Se os problemas forem resolvidos de forma bastante amigável, então ambos os lados sairão ganhando. Suspeitar um do outro só prejudica ambas as comunidades. Portanto, é muito importante viver em harmonia e analisar a opinião do outro. A melhor maneira de fazer isso é se envolver em diálogo, diálogo e diálogo.

(Excertos da palestra de Sua Santidade o Dalai Lama no seminário inter-religioso organizado pela Associação Internacional pela Liberdade Religiosa, Grupo de Ladakh, em Leh, no dia 25 de agosto de 2003. Traduzido por Helena Soares Hungria.)

Fonte: Dalailama.org.br



Escrito por Juvando às 10:04:47 PM
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Nós ao espelho

Os espelhos de Eduardo Galeano são cristalinos e impiedosos: pequenas visões que ferem apenas os muito vaidosos e os que acreditam que os valores estão na superfície dos corpos, nas imagens ideais e nas verdades inventadas

Romilda Raeder

(12/12/2008)

"Pai, pinta o mundo no meu corpo" (canto indígena de Dakota do Sul). Assim Eduardo Galeano epigrafa talvez o livro mais belo que já escreveu. E com esse canto, guarda seu espírito na obra que traz pintada em suas páginas a história do mundo. Não a história oficial. Não a história dos vencedores. Mas a história vista pelo olho de quem, não tendo compromissos com o poder sobre, lançou mão do seu poder de e trabalhou duro para reunir leituras, lembranças e relatos - memórias suas e não -, estudos, impressões, cismas, desejos, indignações, crenças e espantos para realizar um "projeto delirante" - tornado possível, como confessa na grandeza de sua humildade, pela colaboração de muitos. Graças a isso, tenho hoje em minha biblioteca a maravilha que é Espelhos: uma história quase universal (Editora L&PM).

A uma só vez terno, irônico, sensível, analítico e impiedoso, Galeano percorreu a trajetória do mundo palmilhando mitos, místicas, relatos, notícias, denúncias, silêncios. E o resultado foi, nas palavras de Igor del Barrio "poesia militante da memória e da consciência, versos livres construídos da dignidade e contra a indiferença".

Não direi que li os 600 mínimos textos em duas ou três únicas vezes (de uma vez, impossível). Não li. Não lerás, leitor. Ninguém. Não por serem 600. Não por estarem contidos em muitas 360 páginas. Mas porque a cada três, quatro histórias, pára-se: é preciso assimilar, deglutir. É preciso encantar-se e rir, encantar-se e surpreender-se, encantar-se e... - sempre e sempre encantar-se. Como não, se já de início ficamos sabendo que "de desejo somos"?

 

A vida, sem nome, sem memória, estava sozinha. Tinha mãos, mas não tinha em quem tocar. Tinha boca, mas não tinha com quem falar. A vida era uma, e sendo uma era nenhuma.

Então o desejo disparou sua flecha. E a flecha do desejo partiu a vida pela metade, e a vida tornou-se duas.

As duas metades se encontraram e riram. Ao se ver, riam; e ao se tocar, também

.

As vozes de Galeano

Logo em seguida a pergunta "Adão e Eva eram negros?" faz a delícia de uns e o pavor de outros: Galeano nos lembra que viemos todos da África. A diferença é que, alguns, há muito tempo; tanto, que embranqueceram, desbotaram, descoloriram, viraram 'caucasianos' por causa de geografias e do climas - e sabe-se lá por que motivos passaram a se achar superiores. Talvez "porque o racismo produz amnésia". E antes que deliciados e apavorados consigam recuperar-se, outra bomba: "somos todos africanos imigrados". Então, a pele pode ter mudado, mas somos todos, todos iguais! Não é um espanto? Pobres arianos... E pobres (mesmo os nem tanto) xenófobos: eis, escoando-se pelo ralo, quaisquer razões genéticas para olharem de cima os que elegem seus países para tentar uma vida melhor. Culpa de quem? De Exu, talvez, o deus negro que é o próprio movimento, que nos permite erguer a mão e dar um passo e que permite ao planeta girar e, mundo, existir. O "bagunceiro universal", cujas "diabruras apagam fronteiras e juntam o que os deuses haviam separado" e que "se diverte, armando misturas proibidas". Talvez por isso o mundo, cada vez mais, é dos mestiços, miscigenados portadores da transformação.

Além das vozes negras e imigradas, ouve-se a voz feminina de Galeano emergindo de várias culturas. A voz não machista, a voz suave e fértil, revela aos incautos, por exemplo, que trocamos as fecundas deusas fêmeas pelos "deuses machos da guerra" - "E descobrimos as palavras seu e meu e a terra passou a ter dono e a mulher foi propriedade do homem e o pai, proprietários dos filhos"; que na divisão do trabalho quase todas as tarefas couberam às fêmeas para que os machos pudessem dedicar-se ao extermínio mútuo; que atrofiamos os pés das mulheres chinesas, apesar de ter sido uma delas que, baixando das alturas, inventou a bússola e a presenteou a um rei quase vencido, dando direção a tudo; que as romanas, por serem débeis mentais, eram submetidas a guardiões masculinos; que as hindus, ao enviuvarem, deviam por tradição atirarem-se às fogueiras em que ardiam os corpos mortos de seus maridos - embora não se soubesse jamais de um único marido que tenha mergulhado na pira da finada esposa; que por medo do prazer feminino, em mais de 30 países os clitóris ainda são cortados, a sangue frio, para que as mulheres sejam 'purificadas'; mas que os egípcios eram estranhos aos olhos de Heródoto porque, entre outras coisas, suas mulheres, nobres ou plebéias, casavam-se livremente, sem terem de renunciar a seus nomes e bens.

Os servos e escravos - tão freqüentemente assim condicionados por força dos deuses ou de sua natureza -, também estão presentes, na história, na voz e nos espelhos de Galeano. Aliás, para ele, a insegurança cidadã vem dos escravos, funda-se na democracia grega, "que amava a liberdade, mas vivia de seus prisioneiros", que consideravam seres inferiores. Deles, só se ocupavam para "disparar o alarme":

Cuidado com eles, advertia Platão. Os escravos, dizia, tem uma inevitável tendência a odiar seus amos, e só uma constante vigilância poderá impedir que assassinem todos nós.

E Aristóteles assegurava que o treinamento militar dos cidadãos era imprescindível, por causa da insegurança reinante."


Conta-nos Galeano que "também em Roma, os escravos foram o sol de cada dia e o pesadelo de cada noite. Os escravos davam vida e pânico ao império".

Seria qualquer similaridade com realidades atuais - inclusive, e para nós principalmente, a brasileira, mera coincidência? Seriam os nossos trabalhadores de baixa renda, brancos ou cafusos, negros ou mulatos, descendentes dos escravos 'libertados' por Isabel (e deixados à margem da sociedade, entregues à sua própria sorte), como os escravos gregos e romanos? Os sentimentos dos que na Grécia

cavavam montanhas à procura de prata e de pedras,
erguiam casas,
teciam roupas, cosiam calçados,
cozinhavam,
lavavam,
varriam,
forjavam lanças e couraças, enxadas e martelos,
davam prazer nas festas e nos bordéis
e criavam os filhos de seus amos

seriam diferentes dos que aqui constroem belos prédios, mas não têm acesso a eles; plantam, mas pouco têm que comer; garimpam, mas nenhuma riqueza possuem; costuram feito loucos nas confecções, mas vestem-se de trapos; dos catadores de lixo, dos flanelinhas, dos carregadores de feiras, das diaristas, dos camelôs, dos biscateiros, prostitutas e garis? Seriam? Teria uma parte dessa população uma tendência a odiar a parte da sociedade que os mantêm à margem da vida? Não seria por isso que muita gente de bem gostaria de continuar armada? "Por causa da insegurança reinante"? Impossível ler sobre os gregos e romanos de Galeano e não nos vermos nesse espelho.

Civilização, comércio e guerras

"E nos cansamos de andar vagando pelos bosques e pela beira dos rios", diz Galeano. Inventamos a vida em comum nas aldeias, as ferramentas, o trabalho. E como já foi dito, a maior parte das tarefas coube às fêmeas, para que os machos se dedicassem a exterminarem-se entre si. Às fêmeas, coube também a perda, a espera, a solidão. E talvez a invenção da arte como perenização do efêmero. Muito antes que fosse inventada a fotografia.

Em algum leito do golfo de Corinto, uma mulher contempla, à luz do fogo, o perfil de seu amante adormecido.
Na parede, reflete-se a sombra.
O amante, que jaz ao seu lado, irá embora. Ao amanhecer irá para a guerra, irá para a morte. E também a sombra, sua companheira de viagem, irá com ele e com ele
morrerá.
É noite ainda. A mulher recolhe um tição entre as brasas e desenha, na parede, o contorno da sombra.
Esses traços não irão embora.
Não a abraçarão, e ela sabe. Mas não irão embora
.

Antes das grandes guerras, porém, os homens se organizaram (e organizaram as mulheres). Em classes sociais, servos e senhores, dominantes e dominados. Segundo Galeano, fundaram a divisão do trabalho na Índia; a escrita e a taverna no Iraque (quando ainda não era Iraque e abrigava os sumérios); a imortalidade, a galinha e a pirâmide - inclusive a social - no Egito; e a arte da guerra na China.

Mas não foi da China e sim do Japão que Galeano trouxe toda a ironia da guerra, ao contar-nos a história do príncipe Yamato Takeru, que "começou sua carreira despedaçando seu irmão gêmeo, por ser impontual nos jantares da família", e passou os anos seguintes aniquilando camponeses rebeldes e "outros pobres-diabos que ousavam desafiar a ordem imperial", pacificando-os, "como se dizia na época, como se diz agora".

A mais profunda indignação, todavia, ele guardou para o presente, ao denunciar que a cada minuto morrem 10 crianças no mundo, por fome ou doença curável, enquanto a cada minuto os Estados Unidos gastam meio milhão de dólares matando crianças e outros inocentes no Iraque... E sabemos que pelo petróleo, não pelas armas químicas - inexistentes - e nunca pela libertação daquele povo. Afinal, cara-pálida, quem ajudou a instaurar e manter nossas cruéis ditaduras sul-americanas?

Quanto ao comércio, diz Galeano que sua organização internacional - a OIC - foi fundada, quem diria, na Grécia, quando Zeus buscou em sua própria família alguém para ser o deus do comércio: o escolhido foi Hermes, que recebeu sandálias com asas de ouro e a incumbência de "promover o intercâmbio mercantil, a assinatura de tratados e a salvaguarda da liberdade do comércio". Por uma questão talvez de política internacional, não deixa de dar também crédito aos romanos, para quem Hermes foi Mercúrio, escolhido por ser o melhor mentiroso... Isto nos lembra alguma coisa?

Muito mais

A história quase universal de Galeano nos conta muito, muito mais. Feudalismo, peste, tortura, santas - inclusive a brasileira Egipcíaca -, descobrimentos, inventos (ou fundações), colônias, revoluções, desastres naturais, nazismo, grandes nomes, muros e uma quase infinidade de assuntos. Já se viu, porém, que não se trata de narrativa linear, temporal, organizada nos moldes tradicionais. Passando longe dessa fórmula bem comportada, que nos deixa falsas impressões de evolução (no sentido de crescimento e aperfeiçoamento), ele vai e vem, do passado ao presente, ao antigo, ao médio, ao contemporâneo, diacronicossincronicamente. Instaura temas - mulheres, escravidão, racismo, guerras, relações internacionais, dominação, organização social, mitologias, crenças - dentro de temas; transgride, sacode, despe, desmistifica, ironiza, arranca máscaras; às vezes, condena, outras perdoa; sobretudo doa: sua capacidade de análise e síntese simultâneas, sua verdade, sua compaixão, sua doçura; e uma escritura que, se a soubermos decifrar e saborear, fará com que nunca mais sejamos os mesmos diante desses espelhos.

"Inventário geral do mundo"

Quando, chegadas as últimas páginas, se pensa que tudo foi dito, um inventário nos pega de surpresa, nos faz duvidar da ordem instituída e pensar que a loucura nada mais é que lucidez soterrada em nome da segurança. "Arthur Bispo do Rosário foi negro, pobre, marinheiro, lutador de boxe e artista por conta de Deus." E o inventário do mundo, inconcluso, ele o fez de ferro-velho, lixo, porque

todo lixo era vida vivida, e do lixo vinha tudo o que no mundo era ou tinha sido. Nada de intacto merecia aparecer. O intacto tinha morrido sem nascer. A vida só latejava no que tinha cicatrizes.

É que

"aqueles que acreditaram que a contradição é o motor da vida humana não erraram. Somos uma contradição incessante. E isso ajuda você a sobreviver em um mundo difícil: a certeza de que não existe horror que não implique alguma maravilha. A certeza de que somos metade lixo e metade beleza. Então, o livro alimenta-se dessa contradição incessantemente. Não só do horror, mas também do amor."

(Entrevista ao jornal mexicano La Jornada.)

Os espelhos

Os espelhos de Galeano são cristalinos e impiedosos: revelam mais do que rugas, cravos, manchas na pele; que gordura na cintura, celulites; que pernas tortas, pênis pequenos, calvícies prematuras; que. Pequenas visões que ferem apenas os muito vaidosos e os que acreditam que os valores estão na superfície dos corpos, nas imagens ideais e nas verdades inventadas. Neles, nossos ledos enganos, desprezíveis preconceitos, pobres empáfias, heranças culturais equivocadas, eivas nascidas do desconhecimento e loucas pretensões saltam aos nossos olhos e... nos dão uma oportunidade de nos tornarmos melhores. Porque em momento algum há agressividade nesses espelhos, apenas revelações. A luz que incide sobre eles não agride nossos olhos, apenas torna as coisas visíveis. Por causa da lucidez, não nos confunde, não nos desespera. Por causa da ironia e por causa do humor, que Galeano soube manter, o que poderia ser um doloroso dardo envenenado penetra nossa mente como fino espinho, irritante, talvez, mas nunca mortal. Por causa da serenidade, o que poderia nos ofender nos alerta e nos amansa, nos faz reconhecer quem somos, nos torna mais humildes. Como ele. E mais sábios. Nem tanto quanto ele, talvez.

Fonte:  logo  



Escrito por Juvando às 09:57:22 PM
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Cultura na praça


Existem idéias que merecem ser aplaudidas e copiadas. Uma delas foi a criação do Projeto Circuito das Praças, aqui em João Pessoa-PB. O projeto tem o objetivo de oferecer entretenimento e cultura nas áreas de lazer da cidade. As apresentações acontecem nos anfiteatros das praças, sempre reunindo diversas manifestações artísticas, a exemplo de dança, música, teatro e cultura popular.

Isso nos possibilita resgatar aquele antigo hábito de passear no fim da tarde nas praças, fazer amizades reais e não apenas virtuais. Taí uma coisa legal que deveria ser copiada em outras cidades. Abaixo, a programação para janeiro/09.

Praça do caju - Bessa
Dia 04/01/2009

* Jackson Envenenado
* SDS

Praça do Coqueiral - Mangabeira
Dia 11/01/2009

* Paulo e Baby
* Odecasa

Praça da Paz - Bancários
Dia 15/01/2009

* Chouriço
* Arapuca

Praça Lauro Wanderley - Funcionários I
Dia 18/01/2009

* Pé de Côco
* Jocca Jr.

Praça Alcides Carneiro - Manaíra
Dia 22/01/2009

* Mobiê
* Ítalo Pay e Zabumba Mundi

Praça Bela - Funcionários II
Dia 29/01/2009

* The Silvias
* Lírios do Gueto

O Circuito das Praças é um projeto realizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), em parceria com os Comitês Gestores das Praças.

Fonte: Blog Cultura Nordestina



Escrito por Juvando às 06:57:26 PM
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Os maiores monstros e assassinos da História

rá a natureza humana violenta ou será que determinados indivíduos desenvolvem comportamento sociopata ou nascem psicopatas e nutrem ódio aos seus semelhantes? Como, então, podemos explicar que em todas as sociedades em todos os tempos surgiram heróis e monstros sanguinários?

O que nos impele a evitar e condenar o barbarismo nas relações sociais e o que  estimula uma tendência assassina? O que nos faz gentis, educados e observadores de um sentido humanista? Talvez seja a cultura, em linhas gerais, que nos faz ter o sentido de coletividade e colaboração. Entretanto, alguém tenderá a querer dominar todos os outros pelo mal, força e terror.

A questão sobre o herói e o vilão depende do ponto de vista e de que lado se está. Um dos maiores exemplos sobre essa ambigüidade é Átila, o rei dos hunos, que para o mundo ocidental é o flagelo de Deus  e, ao mesmo tempo, é considerado um grande rei por outro grupo de historiadores.

 Lucrezia_borgia_bartolomeo_veneziano
Lucrécia Bórgia
Nem sempre o que é belo é bom.

Mesmo assim,  história é permeada  por esses indivíduos que fazem o mal pelo mal e a carnificina é seu modo de agir para manter o poder, ou satisfazer desejos em suas mentes complexas, atingindo um pequeno grupo ou sociedades inteiras sob seu jugo, dependendo da situação. Uma pergunta se faz: Quem teria sido o primeiro, ou primeira, pois há mulheres nessa lista também, a cometer crimes em nome de seu poder e loucura? Como citado, a história registra monstros sanguinários desde a Antigüidade aos dias atuais. Vejamos algumas das figuras que estão inseridas neste contexto:

  1. Adolf Hitler (Áustria, 1889-Alemanha, 1945)
    Louco responsável pela morte de 6 milhões de Judeus e uma guerra mundial.
  2. Átila, rei dos Hunos (406-453)
    O flagelo de Deus.
  3. Barão Ungern-Sternberg (Rússia, 1886-1921)
    Considerava-se a reencarnação de Gengis Khan.
  4. Calígula (12 d.C.-41 d.C.)
    Esquizofrênico. Assassinou o pai adotivo, o imperador Tibério. 
  5. Charles Manson (EUA, 1934)
    Louco que se considera a reencarnação de Jesus.
  6. Condessa Isabel Báthory (Hungria, 1560-1614)
    Bebia e banhava-se com o sangue de suas vítimas. Também inspirou Bram Stocker a construir o personagem Drácula.
  7. Dr. Kamuzu Banda (1896?-1997). Ditador da Malawi.
    Médico que se tornou presidente vitalício e sanguinário.
  8. Francisco Pizarro (Espanha, 1476-1541)
    Genocídio de povos pré-colombianos. Incas.
  9. Gengis Khan, imperador Mongol (1162-1227)
    Dezenas de milhões de vítimas em 22 anos de conquistas.
  10. Henrique VIII (1491-1547)
    Assassinato de esposas e desafetos políticos.
  11. Heinrich Himmler (1900-1945). Comandante da SS
    Um dos maiores responsáveis pelo Holocausto. 
  12. Hernán Cortez (Espanha, 1485-1547)
    Genocídio de povos pré-colombianos. Astecas.
  13. Herodes (vários da mesma família com o mesmo nome)
    Atrocidades como assassinato de crianças.
  14. Id Amin Dada (Uganda, 1920-2003)
    300 mil ugandenses torturados ou mortos. Alguns o acusam de canibalismo. Servia jantares com a carne de seus desafetos.
  15. Irene, imperatriz bizantina (752-803)
    Manda cegar o filho, Constantino VI, devido a lutas religiosas e políticas. Perseguição aos iconoclastas.
  16. Ilse Koch (Alemanha, 1906-1967). A bruxa de Buchenwald.
    Colecionava pedaços de pele tatuadas dos prisioneiros do campo de concentração de Buchenwald.
  17. Ivan, o terrível (Rússia,1530-1584)
    Assassinou o filho durante um acesso de raiva.
  18. Jack, o estripador - Serial Killer
  19. Justiniano I, Imperador Bizantino (483-565)
    Assassinou 35 mil pessoas num único dia em um estádio (hipódromo).
  20. Leopoldo II da Bélgica (1835-1909) 
    Genocídio no Congo Belga
  21. Lucrécia Bórgia (1480-1519)
    Uma das mais cruéis mulheres da história.
  22. Mao Tsé-Tung (1893-1976)
    70 milhões de chineses assassinados
  23. Nero (37-68)
    Louco que incendiou Roma, assassinou a mãe e massacrou cristãos.
  24. Nicolau Ceausescu (Romênia, 1918-1989)
    Tortura e assassinato de milhares de romenos.
  25. Papa Doc (François Duvalier), ditador do Haiti (1907-1971)
    Usava o vudu para intimidar e assassinou milhares de haitianos.
  26. Pol Pot (Salot Sahr). Tirano cambojano (1925-1998)
    32 Milhões de cambojanos assassinados.
  27. Stalin (Geórgia, 1878-União Soviética-Rússia, 1953)
    25 milhões de russos assassinados.
  28. Tamerlane (Turquia, 1336-1405)
    Assassinato de 2 mil crianças. Construiu pirâmides com os ossos de suas vítimas.
  29. Torquemada (Espanha, 1420-1498)
    O maior dos inquisidores.
  30. Vlad III, o empalador (1431-1476) 
    Empalava os inimigos. Serviu de inspiração para a criação do personagem Conde Drácula.

 Fonte: Blog Recanto das Palavras



Escrito por Juvando às 06:54:58 PM
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Máfia do apito de 2005 poderia ter pego jogadores, diz Protógenes

Em entrevista à revista Caros Amigos de dezembro, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz revela que a investigação da máfia do apito, deflagrada em 2005, poderia ter descoberto fraudes relacionadas a jogadores e dirigentes.

Foto: José Cruz/ABr
O trabalho foi "destruído", segundo ele, pela reportagem de capa da revista Veja, que revelou a investigação. "Quando é sexta já está na internet. Os bandidos fugiram. Não se pode fazer isso", lamentou.

A informação foi dada, curiosamente, em uma pergunta que questionava "por que, em geral, o furo é da Globo".

Ele revela ainda que o que "mais doeu" foi o fato de a repórter Thais Oyama não ter se sensibilizado por seu apelo e alerta sobre o estrago que a publicação acarretaria. "Sua investigação vai ser matéria de capa e vender 150 mil revistas", teria dito a jornalista. A queixa foi apresentada como modelo do que o delegado considera como furo que não é bom para a sociedade.

O fato é alguém da equipe de Protógenes - pelo que ele diz, não foi ele próprio a passar a informação - é que vazou a informação. E não há menção a quem poderiam ser os jogadores e dirigentes envolvidos no esquema de fraudes para beneficiar apostadores descoberta na Máfia do Apito que resultou na anulação de 11 partidas do campeonato brasileiro de 2005, beneficiando o Corinthians.

Fonte: Blog Futepoca



Escrito por Juvando às 06:39:57 PM
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CATEDRAIS EXÓTICAS MUNDO AFORA

Catedral Las Lajas - Colômbia

Catedral de Hallgrimúr - Islândia

Catedral de St. Augustine - Filipinas

Huerto de Olivos - Argentina

Catedral de Brasília - Brasil

Fonte: Blog Diário de um Juiz



Escrito por Juvando às 06:33:01 PM
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Memória do Futebol Cearense - Evolução dos escudos do Ceará

simbol1 - simbol1
1914 - 1915
Primero escudo oficial do Ceará Sporting Club, ainda Rio Branco Foot-Ball Club, usado por apenas uma ano de 1914 à 1915. Mudaria suas cores pela dificuldade de se obter uniformes com as cores do simbolo.

simbol2 - simbol2
1915 - 1954
Utilizado de 1915 até 1954. Continha 7 listras alternadas em branco e preto, além de trazer as iniciais CSC: Ceará Sporting Club. Foi envergado na camisa Alvinegra nas conquistas do pentacampeonato (1915-1919), no título do Centenário da Independência do Brasil em 1922 e em outros títulos importantes.

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1955 - 1969
Utilizado de 1955 até 1969. Era inspirado no escudo do Santos Futebol Clube (SP) e continha uma bola na parte superior, para simbolizar o futebol, o nome "CEARÁ", além de 9 listras alternadas em branco e preto. Foi um dos escudos que mais trouxe glórias ao Alvinegro cearense, como o tricampeonato (1961-1963) e a conquista do Norte/Nordeste em 1969.

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1970 - 2003
Utilizado de 1970 até 2003. Trazia em destaque o nome do clube: "CEARÁ", além de 9 listras alternadas em preto e branco. Com este escudo o Vozão venceu os dois tetracampeonatos que ostenta (1975-1978; 1996-1999), além de conquistar a melhor colocação de um time cearense em Campeonatos Nacionais: 7a. colocação em 1985. Conquistou também o vice-campeonato da Copa do Brasil em 1994, participando da Taça Conmebol em 1995, sendo a única equipe do estado até os dias atuais a disputar uma competição internacional.

simbol5 - simbol5
2003 - hoje
Atual símbolo do clube. Reestilizado pelo publicitário Orlando Mota (Mota Comunicação), o novo escudo Alvinegro modernizou-se, ganhando a data da fundação do clube "1914″, além das cinco estrelas na parte superior do escudo representando o pentacampeonato estadual (1915-1919). Traz o preto como tom principal, mas não deixa de lado o branco, simbolizado pelas listras. Fez tanto sucesso que foi "adotado" pela torcida antes mesmo de tornar-se oficial.

Fonte: Agência Ceará Sporting (Sítio Oficial do Clube)



Escrito por Juvando às 06:20:44 PM
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Memória do Futebol Cearense - Reconhecido oficialmente o pentacampeonato do Ceará - 1915-1919

Oitenta e nove anos depois, o Ceará teve que esperar para ver reconhecimento do seu pentacampeonato conquistado dentro de campo nos anos de 1915 a 1919. A decisão nesse sentido foi tomada pelo pleno do TJDF, numa sessão que durou mais de seis horas. A vitória foi apertada (4x3), mas foi suficiente para tornar o Alvinegro o maior detentor de títulos oficiais do nosso Estado (39 contra 37 do Fortaleza). De acordo com o presidente do Tribunal, Ernando Uchoa Lima Sobrinho, a Federação Cearense de Futebol (FCF) será notificada nos próximos dias a proceder a homologação. Uchoa entende que a decisão não cabe recurso.

Por volta das 15h30, a sessão foi iniciada. Primeiramente, o pleno apreciou os embargos declaratórios interpostos pelo Fortaleza, contra a decisão anterior de não aceitá-lo como terceiro interessado no processo. Por 8x0, a solicitação do Tricolor foi indeferida.

Depois, uma nova votação aconteceu. Desta feita, para saber se o TJDF analisaria de uma só vez o mérito da questão, alusiva à ação declaratória do Ceará, pedindo que fosse reconhecido a sucessão entre a Liga Metropolitana Cearense de Futebol (LMCF), fundada em 1915 a ADC, surgida em 1920, e as conseqüências advindas dessa relação (o pentacampeonato). Por 5x4, o pleno optou por apreciar as duas questões ao mesmo tempo.

Arma do ´inimigo´

O que causou surpresa geral e funcionou como uma verdadeira bomba foi a apresentação do livro editado pelo Fortaleza em comemoração aos seus 85 anos, escrito pelo jornalista Renato Abreu e editado justamente na gestão do então presidente Jorge Mota, advogado do Leão que acompanhou o caso.

No livro em questão, Alcides Santos, fundador do Tricolor de Aço, é saudado como grande dirigente da sua época, além de ter sido fundador da Liga e da ADC. No trecho lido por um dos advogados do Alvinegro, Haroldo Martins - os outros dois foram Clarke Leitão e Irazer Gadelha- é destacado que ´a Liga, que depois se transformaria em ADC´.

Até chegar ao placar de 4x3 a seu favor, parecia que o Ceará não teria êxito. O procurador Vitor Hugo (que não tem direito a voto) frisou em seu relatório que, na sua opinião, a justiça desportiva não tinha competência para apreciar o caso.

Voto polêmico

Em seguida, num voto que causou muita polêmica, o relator do processo, Rafael Ramos, entendeu que caberia à Justiça Desportiva analisar o caso. Quanto ao mérito, no entanto, pediu que o processo fosse devolvido para a FCF adotar uma posição (pró ou contra). O vice-presidente Cícero Antônio de Menezes, além dos auditores Antônio Rodrigues Filho e Eugênio Duarte Vasques, entenderam que o caso deveria ser extinto, pois, na avaliação deles, o assunto é da esfera da Justiça Comum. A favor do Alvinegro, votaram pela competência do TJDF para apreciar a ação declaratória proposta e, em seguida, pelo seu deferimento, os auditores Haroldo Guimarães Filho, Lígia Arraes, Sérgio Aragão Felício e João Batista Rodrigues.

Não votou

Vale salientar que o presidente do TJDF, Ernando Uchoa, não votou em nenhuma das ocasiões. Ele teria direito, além do voto simples, o chamado voto de minerva, no caso de haver empate.

O advogado Jorge Mota, que não pôde participar do julgamento sobre o mérito, já que o Fortaleza não foi aceito como terceiro interessado, saiu rapidamente após o julgamento e não deu nenhuma declaração sobre um possível recurso.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste



Escrito por Juvando às 06:18:43 PM
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Conheça o Ceará - Uruburetama

 

Chamou-se inicialmente Serra dos Corvos, Arraial, São João da Uruburetama, São João do Arraial e Arraial. Suas origens, pelo menos no que se refere ao período inteiramente indígena, remontam ao início do Século XVII, consignando-se as primeiras referências em janeiro de 1607, quando por essa montanha erma transitaram os padres Francisco Pinto  Luiz Figueira. Seriam as terras, segundo refere o padre Figueira, aquelas nas quais deveriam estar reunidas todas as pragas do Brasil. Em termos de colonização  essas origens se modificam, passando a oferecer referências cujos registros datam do Século XVIII.

Os primeiros indícios de evolução política provêm da criação do Distrito da Paz, evento que tem apoio a Lei nº 1.277, de 18 de Setembro de 1869, a primitiva denominação. Havia como advento da Lei nº 1.362, de 5 de Setembro de 1874, transferindo-a para a jurisdição de São Francisco (Itapajé). Em Lei nº 1.771, de 19 de Novembro de 1879, dá-se o retorno do juizado para o Termo de Imperatriz. Retorna ao Termo de São Francisco, conforme Dec-Lei nº 17, de 11 de Abril de 1890, criando-se no ano seguinte o próprio Termo Judiciário (1891).

A elevação do povoado a categoria de Vila provêm do Dec-Lei nº 34, de 1º de Agosto de 1890, tendo sido instalado a 19  do mesmo mês e ano. As primeiras manifestações de apoio eclesial provêm de documento firmado por Pedro José do Monte, datado de 23 de Junho de 1824, doando de suas terras trezentas braças em quadro, para construção da capela, cujo orago teria como padroeiro São João Batista. Esse primitivo nicho permaneceu inalterado, pelo menos até que a 31 de Agosto de 1843, por decisão do padre Luiz Antônio da Rocha Lima, vigário da Freguesia de São Bento de Amontada, concede-se licença a Manuel Barbosa para angariar donativos em benefício da construção de nova capela. Essa Segunda capela, cuja finalidade seria reconstruir o primitivo templo, adaptando-o igualmente ao assentamento da Igreja-Matriz, logrou-se alcançar o sucesso programado.

Fonte: Sítio Próximo Destino e Google Imagens 



Escrito por Juvando às 11:21:11 PM
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Estradas mais sublimes do mundo - Parte 1

Columbia Gorge Historic Highway 30

Se você já viu o filme "Ponte para Terabithia", poderá lembrar do reino de magia Terabithia,  e se surpreenderá  por descobrir que uma parte do Columbia Gorge (a partir de Hood River Troutdale) quase se adequa à descrição acima.








Pontye dos Deuses(image credit: Thad Roan)

Belas cachoeiras que existem pelo caminho.















O Túnel Mitchell's Point e Hercules Pilares













Costa do Oregon 1940 


























Fonte: Blog Dark Roasted Blend's 



Escrito por Juvando às 10:35:42 PM
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Memória do Futebol Mundial - O encontro de Che Guevara com o time do Madureira-RJ

Descrição da foto: Che Guevara, na época Ministro da Indústria de Cuba (já sob a liderança de Fidel Castro), junto à equipe do Madureira Esporte Clube; 1963.Fonte: Postal adquirido em Cuba por Álvaro do Cabo.

Essa imagem foi captada no ano de 1963, quando o Madureira Esporte Clube, aproveitando que o Brasil e a cultura brasileira se tornara uma grande moda internacional, inclusive devido ao bicampeonato da Copa do Mundo de Futebol (1958, 1962), fizera uma excursão mundial, ainda que não tivesse no rol das grandes equipes nacionais: o mundo queria ver os "gênios brasileiros" em cena, e muitos outros clubes também se envolveram com perambulações por outros países, sempre cercados de cuidados e carinho por onde passavam. Definitivamente o Brasil se apresentava para o mundo.

A expressão de Che Guevara é impagável. Ao contrário da maior parte de suas fotos, quando apresenta um olhar tenso, típico dos que querem e são representados como revolucionários, o vemos relaxado (mesmo que com uniforme militar), apenas mais um fã inebriado pelo poder do esporte. Aliás, o líder argentino-cubano era apreciador da prática esportiva. Com a natação, estava envolvido desde criança, uma iniciativa dos pais para minimizar sua asma; eterno torcedor do Rosario Central, chegou a jogar futebol como zagueiro e goleiro.

Realmente um lindo retrato do poder e do fascínio exercidos por uma das manifestações culturais mais importantes do século XX, o esporte, notadamente pela sua modalidade-rainha, o futebol.

Para maiores informações:

Reportagem de Fábio Juppa e João Máximo

Publicada no O Globo, Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2005

Disponível em:

* Madureira na terra de Fidel Castro e Che Guevara

http://www.ceme.eefd.ufrj.br/ive/boletim/bive200510/imprensa%5Co_globo%5Cpdf_globo%5Cmadureira.pdf

 * Sítio do Madureira Esporte Clube

 http://www.madureiraec.com.br/home.htm

 Fonte: Sítio da Revista Recorde - História do Esporte - UFRJ



Escrito por Juvando às 10:02:59 PM
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Vira-lata tenta salvar cão atropelado e vira herói anônimo no Chile

Uma cena em Santiago, no Chile, comoveu milhares de pessoas nos últimos dias.

Um cachorro, aparentemente morador de rua, tentou salvar outro cão que havia sido atropelado em uma movimentada rodovia da capital do país.

As imagens da ação, ocorrida na última quinta-feira (4), foram captadas por câmeras de vigilância da estrada. A televisão chilena exibiu as cenas, que foram reproduzidas na internet.

Assista ao resgate do cão ferido:

Em meio a caminhões e outros veículos de grande porte, o cachorro se aproximou do animal atropelado e, com dificuldade, o arrastou para a margem da rodovia Vespucio Norte.

Rapidamente, funcionários chegaram e retiraram os dois animais. O cão vítima do atropelamento não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O "salvador", como um bom cão de rua, fugiu logo em seguida.

Fonte: Bol Notícias e Blog Caos Ambiental



Escrito por Juvando às 09:58:26 PM
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Eles não amam a vida

Hoje assistimos algo absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e nações. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: não deixamos um momento sem agredi-la, explorá-la até entregar todo seu sangue.

Leonardo Boff

A busca de uma saída para a crise econômico-financeira mundial está cercada de riscos. O primeiro é que os países ricos busquem soluções que resolvam seus problemas, esquecendo do caráter interdependente de todas as economias. A inclusão dos países emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas. Prevaleceu ainda a lógica neoliberal que garante a parte leonina aos ricos.

O segundo é perder de vista as demais crises, a ecológica, a climática, a energética e a alimentar. Concentrar-se apenas na questão econômica, sem considerar as outras, é jogar com a insustentabilidade a médio prazo. Cabe recordar o que diz a Carta da Terra: "nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções includentes" (Preâmbulo).

O terceiro risco, mais grave, consiste em apenas melhorar as regulações existentes em vez de buscar alternativas, com a ilusão de que o velho paradigma neoliberal teria ainda a capacidade de tornar criativo o caos atual.

O problema não é a Terra. Ela pode continuar sem nós e continuará. A magna quaesto, a questão maior, é o ser humano voraz e irresponsável que ama mais a morte que a vida, mais o lucro que a cooperação, mais seu bem estar individual que o bem geral de toda a comunidade de vida. Se os responsáveis pelas decisões globais não considerarem a inter-retro-dependência de todas estas questões e não forjarem uma coalizão de forças capaz de equacioná-las aí sim estaremos literalmente perdidos.

Na verdade, se houvesse um mínimo de bom senso, a solução do cataclismo econômico e dos principais problemas infra-estruturais da humanidade seria encontrada. Basta proceder a um amplo e geral desarmamento já que não há confrontos entre potências militares. A construção de armas, propiciada pelo complexo industrial-militar, é a segunda maior fonte de lucro do capital. O orçamento militar mundial é da ordem de um trilhão e cem bilhões de dólares/ano. Já se gastaram somente no Iraque dois trilhões de dólares. Para este ano, o governo norte-americano encomendou armas no valor de um trilhão e meio de dólares.

Estudos de organismos de paz revelaram que com 24 bilhões de dólares/ano - apenas 2,6% do orçamento militar total - poder-se-ia reduzir pela metade a fome do mundo. Com 12 bilhões - 1,3% do referido orçamento - poder-se-ia garantir a saúde reprodutiva de todas as mulheres da Terra.

Com grande coragem, o atual Presidente da Assembléia da ONU, o padre nicaragüense Miguel d'Escoto, denunciava em seu discurso inaugural em meados de outubro: existem aproximadamente 31.000 ogivas nucleares em depósitos, 13.000 distribuidas em vários lugares no mundo e 4.600 em estado de alerta máximo, quer dizer, prontas para serem lançadas em poucos minutos.

A força destrutiva destas armas é aproximadamente de 5.000 megatons, força que é 200.000 vezes mais avassaladora que a bomba lançada sobre Hiroshima. Somadas com as armas químicas e biológicas, pode-se destruir por 25 formas diferentes toda a espécie humana. Postular o desarmamento não é ingenuidade, é ser racional e garantir a vida que ama a vida e que foge da morte. Aqui se ama a morte.

Só este fato mostra que a atual humanidade é feita, em grande parte, por gente irracional, violenta, obtusa, inimiga da vida e de si mesma. A natureza da guerra moderna mudou substancialmente. Outrora "morria quem ia para a guerra". Agora não, as principais vítimas são civis. De cada 100 mortos em guerra, 7 são soldados, 93 são civis, dos quais 34, crianças.

Na guerra do Iraque já morreram 650.00 civis e apenas cerca de 3.000 soldados aliados. Hoje assistimos algo absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e nações. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: não deixamos um momento sem agredi-la, explorá-la até entregar todo seu sangue. E ainda invocamos a legitimação divina para o nosso crime, pois cumprimos o mandato: "multiplicai-vos, enchei e subjugai a Terra"(Gen 1,28).

Se assim é, para onde vamos? Não para o reino da vida.

Fonte:



Escrito por Juvando às 09:47:46 PM
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Top 10 - Imagens do Telescópio Hubble

O site Enviromental Graffiti fez uma seleção com as 10 imagens mais bonitas feitas pelo telescópio Hubble, que orbita a Terra, e está chegando ao final da vida.

V838 Monocerotis

Cone Nebula

Esta anomalia chama-se Nebulosa de Cone, tem forma de um pilar com sete anos luz de comprimento. De seu topo nascem várias novas estrelas...

Cat's Eye Nebula

Nebulosa Olho de Gato, é uma região super quente, com gases irradiango raios-x

Whirlpool Galaxy

Esta foto foi revelada no aniversároi de 15 anos de Hubble. A Galáxia do Remeoinhos (segundo a Wikipedia), tem uma galáxia companheira no final de um de seus braços

Eskimo Nebula

Nebulosa do Esquimó, este é o resultado de uma estrela moribunda

Omega/Swan Nebula

Ômega, ou, Nebulosa do Ganso, ela é varrida por ondas de raios ultra-violeta advindas de estrelas que não aparecem na foto. Uma coisa, "ômega" a última letra do alfabeto grego, tem a simbologia de "fim" ( alfa e ômega, o começo e o fim...)

Ant Nebula

Nebulosa da Formiga (Ant), novamente um efeito causado por uma estrela moribunda

The Sun

A superfície do Sol, lindo não?

Sombrero Galaxy

Galeria de Sombrero

V838 Monocerotis

Monocerotis V838, uma estrela distante. Algum tempo atrás virou hype por lembrar o logotipo do navegador Firefox

Fontes: Sítio  Enviromental Graffiti e Blog  Cyber Vuida



Escrito por Juvando às 09:40:47 PM
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O Mal e a Mulher

Por mais estranho que pareça há uma corrente científica (?) que se propõe a estudar o mal a partir da perspectiva da mulher, isto é, a mulher seria a encarnação do mal. Em linhas gerais é misoginia, o que já é um tanto incompreensível, visto se tratar, de acordo com o conceito psiquiátrico da coisa, a aversão mórbida do homem ao contato sexual com as mulheres. Entretanto, devemos nos lembrar que alguns gênios da humanidade como Da Vinci e Michelangelo foram, para não dizer outra coisa, misóginos.

Bruxas firmando aliança com o Diabo © Stapleton Collection/Corbis. Xilogravura

Bruxas firmando aliança com o Diabo © Stapleton Collection/Corbis. Xilogravura

Em maio de 2009, ocorrerá em Budapeste (Hungria) a primeira conferência sobre o tema cujo o título é: O mal, as mulheres e o feminino (Evil, Women and the Feminine). Os temas abordados, acredite, são os mais bizarros possíveis e que, segundo os estudiosos, acompanham a humanidade desde tempos imemoriais como, por exemplo, maternidade monstruosa, menstruação e castração, bruxas, vampiras, sereias e cadelas - essas não sei se são estranhas; pois, hoje, pelo menos no Brasil é sinônimo de mulher esperta - e, para finalizar, a vagina dentata (hein?). Que o homem sempre temeu e nunca compreendeu a mulher é fato e todos nós já sabemos, agora, esse negócio de que há perseguidas com arcada dentária e que mordem é pra lá de bizarro. Isso está me parecendo desculpa extrema para aqueles que não são chegados ao suposto sexo frágil. Aqui você encontra uma excelente análise desse mito.

Imagino que essa conferência seja um prato cheio e transbordante para os psicanalistas estudarem coisas que o Doidão de Viena, digo, Freud, constatou como, a histeria, a mãe castradora, o complexo de Édipo - e por que não citar também o complexo de Electra?-, entre outras maluquices da caixinha de surpresas que é a mente humana.

Brincadeiras à parte, permanece no inconsciente coletivo masculino que a mulher é um ser difícil de compreender, pois ela sangra a cada 28 dias e não morre, de dentro dela surge uma nova vida e que, em resumo, todos nós, querendo ou não, devemos às mulheres o fato de estarmos aqui e agora. Todas as sociedades relacionaram as mulheres com os ciclos de fertilidade e vida, até mesmo o calendário lunar tem relação com o feminino de cada sociedade e, das profundezas de nossas mentes, criamos mitos como o da mulher que perturba o homem em todos os sentidos. Exemplos na antiguidade não faltam. Talvez os mais conhecidos sejam os mitos de Lilith e das sereias que, em linhas gerais, impediriam que o homem seguisse seu caminho de retidão e trabalho. A coisa é tão profunda que até hoje a representação iconográfica vai da extrema feiúra à beleza sem par. Como no exemplo abaixo em que Lilith é representada como uma harpia, que também é uma das representações das sereias que, tanto podiam ser metade peixe e metade mulher ou metade ave e metade mulher; e como uma mulher sensual.

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Lilith
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Lilith

 

A iconografia do inconsciente é reveladora. A mulher sensual e lasciva é o que todo homem deseja, mas ela pode ser um monstro que o perturba e, em alguns casos, o devora. Vide o exemplo das sereias na Odisséia, que por seu canto convidativo, fazia os marinheiros perderem o rumo e se chocarem contra os arrecifes. Por esse motivo Ulisses ordenou que todos os argonautas colocassem cera de abelha nos ouvidos e que todos se amarrassem ao mastro e demais partes do navio, para não cederem às tentações. Eles não conheceram Oscar Wilde (misógino, que foi preso por declarar que há um amor que não ousa dizer o nome), que, sobre as tentações disse o seguinte: "A melhor maneira de acabar com um tentação é cedendo a ela". Bom, o lance dele era outro. Tanto cedeu que se ajoelhava à frente de um lorde inglês efeminado. Vai entender?

Gregos e Romanos tinham visões diferentes das mulheres, digamos. Para os primeiros, elas seriam apenas para procriar e gerar herdeiros; não que em Roma fosse muito diferente, mas, para os habitantes do Lácio, ter uma casta de sacerdotisas virgens, as vestais, era uma forma de segurança para manter o padrão moral da sociedade. Pois é...

Na Idade Média, as bruxas foram a personificação do mal em forma de mulher. Aqueles monges carolas e... bem, vocês podem imaginar, incitavam o povo a delatar e perseguir mulheres que, de uma forma ou de outra, não se encaixavam naquilo que eles, a partir de uma visão reacionária religiosa impunham como padrão de comportamento; isto para não falar que perseguiam todos que tivessem uma relação mais próxima com a Natureza e seus mistérios.

E, hoje, apesar de estarmos no século XXI, um grupo de intelectuais fará uma conferência para estudar o mal e o relacionando com a mulher? Que coisa mais retrógrada!

Leia também os artigos

Fonte: Blog Recanto das Palavras



Escrito por Juvando às 09:11:52 PM
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Médico realiza cirurgia apenas usando mensagens de texto no celular

 

Isso mesmo, um médico amputou o braço de um adolescente usando mensagens escritas através de um telefone celular. David Notte, de 52 anos é voluntário da organização "Médicos Sem Fronteiras", em Rutshuru, no Congo e viu-se numa situação inusitada: precisava salvar a vida de um garoto, mas não tinha experiência para realizar a cirurgia.

"Ele estava morrendo, tinha mais dois ou três dias de vida", afirmou o médico.

O clínico percebeu que sua única alternativa seria amputar o braço ferido, que já estava com gangrena. Como nunca tinha feito tal procedimento, pediu apoio via SMS a um colega que estava em Londres.

"Eu sabia o que meu colega queria dizer com as mensagems, porque já haviamos realizado outras intervenções juntos", explicou Notte.

De acordo com o diário Daily Mail, o garoto já recupera-se bem. "Nós só tinhamos um litro de sangue, um bisturi, um par de fórceps e não tinha certeza se o anestésico era forte o suficiente".

Felizmente a cirurgia foi bem sucedida, caso contrário seria um absurdo sem tamanho.

Fonte: Blog Buteco da Net



Escrito por Juvando às 08:51:37 PM
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Brincando com o perigo.













































Fonte:  Damn Cool Pics Blogspot



Escrito por Juvando às 08:50:13 PM
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Para ajudar no acordo ortográfico

Para quem ainda não sabe, a partir de Janeiro de 2009 entra em vigor o novo acordo ortográfico, onde as mudanças no idioma visam universalizar a língua portuguesa, facilitando o intercâmbio cultural entre os países lusófonos, entre outras coisas. Cerca de 1.6% do vocabulário total sofrerá alterações. Com este conversor pode experimentar os efeitos do acordo ortográfico num texto à sua escolha. Pode ainda consultar o Guia da Reforma Ortográfica onde explica detalhadamente quais são as mudanças. Pessoalmente não sou contra nem a favor do acordo. Apenas vou continuar a escrever como dantes e à mercê dos correctores ortográficos que estiverem disponíveis nos meus computadores :-s

http://www.interney.net/conversor-ortografico.php

Fonte: Blog Links Interessantes



Escrito por Juvando às 08:38:32 PM
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O dia seguinte do suicida do Vasco

 

 Aos 16 anos, Luis Fernando Vilaça tomou um caldo no mar do Arpoador, e foi dramaticamente salvo por um helicóptero do corpo de bombeiros. Anteontem, cinco anos após o episódio, o vascaíno voltou a viver momentos traumáticos, dessa vez pendurado numa marquise de São Januário. Mas ao invés de lutar pela vida, ele quase se entregou para a morte. 
- Acordei com vergonha pelo que fiz. Mas na hora não pensei nisso. Só sentia que a minha vida não tinha mais sentido. Naquele momento, eu morri junto com o Vasco - explicou Nando, como é chamado pelos companheiros de torcida de Nilópolis. 
Ele não sabe explicar o que o levou a se pendurar, mas lembra o que o convenceu a não se jogar.
- Vi um amigo meu desesperado, aquele bombeiro, a torcida lá embaixo com a bandeira. Isso me deu forças para desistir.
Há cerca de oito anos, Luiz Fernando dedica boa parte da sua rotina ao Vasco. Além de ir a todos os jogos do clube no Rio, e alguns em outros estados, o torcedor trabalha numa das sedes da Força Jovem e admite que já perdeu emprego por causa da paixão.
- Minha vida é o Vasco. Perdi emprego porque viajei pra jogo fora e não deu tempo de voltar pra trabalhar - contou ele, que elege o ex-presidente Eurico Miranda como o vilão número 1: - Ele é culpado dessa situação. O time tem 1% de culpa apenas.

Fonte: Jornal Extra-RJ



Escrito por Juvando às 08:14:41 PM
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Virtudes e vícios: sob a ótica do economicismo


Por Joandre Oliveira Melo

Advertência: O texto abaixo não está baseado em fontes teóricas, sendo apenas comentários livres sobre o artigo de Paul Krugman no New York Times, traduzido por Paulo Migliacci e publicado na Folha de S. Paulo em 15 de novembro de 2008.

Todos sabemos que o atual sistema que ai está sustenta-se por pilares básicos em todo mundo. Fundamentalmente, o capitalismo sustenta-se nos vícios e apetites dos seres humanos. O egoísmo é sua engrenagem principal.

Adam Smith viu isso claramente quando afirmou que não era da benevolência do padeiro, do açougueiro e do cervejeiro que ele teria seu jantar; mas, ele o teria porque outros em busca da própria sobrevivência, da satisfação de suas necessidades, seus desejos, lançavam-se à produção de bens ou serviços, com os quais trocariam por dinheiro e, por conseguinte, a manutenção de seus corpos biológicos.

Todavia, nessa incessante atividade, alguns apropriavam-se do trabalho de outros, menos afortunados, e vendiam o seu "trabalho objetivado": a mercadoria. Porém, repassando-lhes um valor menor do que obtiveram com a venda. A acumulação deste valor não pago pelo trabalho dos outros, é o lucro; o único objetivo para o qual vivemos hoje. A acumulação dos lucros individuais no decorrer dos séculos corroborou para a acumulação do capital contribuindo para o florescimento de uma nova classe: a burguesia. A burguesia endinheirada impôs seu estilo de vida ao mundo, apossou dos meios de produção, da jurispridência e atropelou o Estado, seu maior aliado durante os seus primeiros e penosos passos.

Como se não bastasse, os lucros que só aumentavam, principalmente com a crescente mecanização dos meios de produção no decorrer dos séculos, aqueles endinheirados começaram a "disponibilizar" suas riquezas para que outros - menos afortunados - pudessem usufrui-la, para criar seu próprio negócio ou melhorar sua moradia, comprar mais bens e serviços, fazer um tratamento de saúde... às vezes financiavam até o Estado moribundo, logicamente que, sob uma régia remuneração do valor que empregavam. Essa prática evoluiu rapidamente, porque quem corre os riscos dos negócios e realiza todo o trabalho são outros, os endinheirados mantêm-se no ócio, apenas redirecionando seus capitais, a medida que deixam de ser bem remunerados, de um lugar para outro - um país para outro, por exemplo - e para alguém que pague mais por ele e o faça crescer cada vez mais.

Este sistema de obtenção do lucro fácil difundiu-se como uma praga entre os endinheirados. Toda a dinâmica do novo mercado tornou-se particularmente complexa e eficiente na remuneração dos capitais, como nunca visto antes na história da humanidade. Ainda que, inexoravelmente vulnerável aos acontecimentos e muito mais aos boatos. Crises cíclicas ocorrem e são consideradas normais. No entanto, no final da década de 20, no século passado, uma grande depressão ocorreu. Grandes financistas endinheirados, ávidos por opulentos lucros e iludidos por um breve período de prosperidade - devido ao alto consumo com a reconstrução da Europa - entre a primeira e segunda guerra mundial, multiplicavam suas fortunas alucinadamente, até que todo o sistema ruiu devido a recuperação e retomada da produção na Europa. Da noite para o dia todo o sistema capitalista mundial entrou em colapso. Muitos dos que perderam tudo, tiraram suas próprias vidas; pois, aqueles que provaram o inebriante sabor da fortuna, a rotina dura do dia a dia, faz perder todo o sentido da vida. O sistema neste momento subjugou o ser humano, corrompeu sua natureza, reforçou a interpretação utilitarista, onde o homem foge da dor e busca o prazer, conforme descreve Jeremy Bentham.

Com efeito, o egoísmo fez a humanidade avançar; homens sem valor, senhores queridos e admirados por todos. Por outro lado, o altruísmo, a partilha deteriora o sistema e torna homens valorosos e aclamados em meros seres.

Para solucionar a crise de 29, o ilustre filósofo-economista John Maynard Keynes propôs - contrariando a idéia dominante na época, de que o Estado deveria recolher-se ao seu lugar, reservado pelo capitalismo, e deixar que o sistema se equalize naturalmente - a participação intensiva do Estado gastando para aquecer o consumo novamente e restabelecer o agonizante sistema capitalista. É, entretanto, em última análise a pervesão de mais uma virtude, ou seja, socializam-se perdas originadas da irresponsabilidade de poucos endinheirados que lucraram somente para si durante anos.

Vivemos hoje um momento parecido, no entanto, os tratamentos ortodoxos como propostos por Keynes, não têm demonstrado eficazes.

Segundo Paul Krugman, a capacidade dos tesouros federais de injetar dinheiro no mercado é bem superior à dos anos 20; entretanto, se os governos não forem capazes de vencer alguns "preconceitos e idéias convencionais", não conseguirão, por mais que sejam capazes de injetar dinheiro no mercado para salvar os ricos e endinheirados, evitar a espiral de queda em nos encontramos.

Krugman sugere que os governos quebrem tabus rompendo com atitudes comedidas e efetivem um plano de gastos. Pois, mesmo com os bilhões que injetaram nos grandes bancos socorrendo-os e impedindo que quebrassem, se não reduzirem os juros drasticamente, aumentarem seus déficits e correrem riscos, resumindo, que sejam perdulários; não conseguirão reverter a espiral de queda do sistema capitalista. É preciso, complementa Krugman, que os governos ajudem o cidadão comum, principal vítima nessa crise, fornecendo-lhe todo o suporte para que possam gastar com tranquilidade. Seria neste ponto a forma de resolver a "deformação da demanda efetiva."

Um efeito colateral, resultado deste comportamento perdulário do Estado poderia ser: o retorno da inflação. Contra isso, Krugman indica o remédio: os governos podem subir as taxas de juros. Resumindo, para Krugman "(...) quando a economia da depressão prevalece, prudência é insensatez."

Mas, será que o remédio funcionaria?

Será que a velha política do "STOP n'GO" já não está ultrapassada?

Porque sempre em crises sistemáticas, não se pensa em mudar o sistema que agoniza, mas todas as energias estão voltadas para a recuperação de um sistema oprimente, que privilegia poucos em detrimento de muitos?

Ao acaso todas as coisas criadas não estão ai? A terra continua produzindo víveres para a nossa existência; tudo está intacto, apenas as relações sociais, subjetivas, estão em colapso. O homem não precisa deter fortunas extraordinárias, tudo o que ai está, resultado do nosso trabalho e de nossos ancestrais pode ser dividido e ao mesmo tempo ser socializado.

Já que precisamos ser ousados nas crises, por que não transcendermos construindo um mundo novo, um sistema novo?

_______________
Referências

Artigo: Economia da Depressão, por Paul Krugman, tradução de Paulo Migliacci, publicado na Folha de S. Paulo, caderno: dinheiro, p. B4 em 15 de novembro de 2008.

(*) Imagem: Cunhagem de moedas na França, durante o reinado de
Luís XII. disponível em: http://www.cliohistoria.hpg.ig.com.br/bco_imagens/moeda/moeda_06.htm

Fonte:  Blog Espaço Intuição



Escrito por Juvando às 08:11:52 PM
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Vegetais gigantes.

Dizem que esta abóbora na imagem abaixo é a maior do mundo, ela pesou 558 kg. O seu proprietário é chamado Joel Holandu. Ele usou um pequeno caminhão para movê-lo para uma gigantesca competição de legumes onde foi o vencedor.

Ouve boatos de que ele vendeu a abóbora por 6.000 Dólares. Será mesmo?

legumes gigantes

 

legumes gigantes

legumes gigantes

legumes gigantes

Fonte: Blog Cérebro de Barata



Escrito por Juvando às 08:05:41 PM
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Humor - férias... boa praia!...

Fonte: Blog Antena Paranoica



Escrito por Juvando às 07:54:55 PM
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Saiba como ajudar Santa Catarina clicando no link abaixo.

Enchentes 2008

 

 

 

Enchentes em Santa Catarina

Enchentes em Santa Catarina



Escrito por Juvando às 08:21:35 PM
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Conheça o Ceará - Meruoca

Correria, barulho, estresse. A cidade grande e as preocupações do cotidiano deixam qualquer um cansado. Para um bom descanso e relaxar em meio à natureza exuberante, Meruoca é uma boa opção. Então venha conhecer uma das mais lindas serras cearenses, fincada no Vale do Acaraú, com todo o sertão aos seus pés. Essa é a Serra da Meruoca, um lugar de belezas deslumbrantes.

A 670 metros de altitude e com um clima ameno, Meruoca oferece várias diversões aos visitantes, desde trilhas em meio a Mata Atlântica até banhos em lindíssimas cachoeiras.

Serra da Meruoca(Sobral-CE) por skaterbenoliel.

A pedra do Bocão é um atrativo muito procurado, mas conta a lenda que no interior de pedra existe uma princesa encantada, que é protegida por uma jibóia de 18 metros de comprimento. Quem quiser encarar essa aventura, certamente viverá momentos de muita emoção, pois o local é ideal para a prática de rappel e de outros esportes radicais.

Cachoeira Buraco da Velha por Andre Adeodato / Mendes Jr.

O Buraco da Velha também é outro local muito bonito. É uma cachoeira formada pelo riacho Ytacaranha, na qual a água desliza por uma parede rochosa, servindo de escorregador para a garotada. Vestígios dos índios Rerius foram encontrados nesse lugar, indicando a existência de uma aldeia nas proximidades.
A origem de Meruoca remota da construção de uma capela em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, à época das missões religiosas que tinham o objetivo de catequizar os índios Tarairiu (Rerius) e outras tribos trazidas da Bahia. Esses nativos foram assentados às margens do Rio Acaraú, mas foram explusos, fugindo assim para a Serra da Meruoca. Desde o ano de 1955 Meruoca foi emancipada, formando assim um município.
    

O município de Meruoca está localizado a 277 km de Fortaleza e o acesso é feito pelas rodovias CE-440 e BR-222. As instalações hoteleiras são boas, e para a alimentação os estabelecimentos fornecem várias opções de pratos regionais.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição - Meruoca-CE

Fonte: Sítio Próximo Destino, Panoramio, Blog do Adeodato e Google Imagens



Escrito por Juvando às 09:00:40 PM
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TUCANO DA CHACINA DE UNAÍ(MG) É CONDECORADO

O atual prefeito de Unai (MG), Antério Mânica (PSDB) é um dos acusados do assassinato de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho.

Pra relembrar a história, os auditores estavam investigando a fazenda dos Mânica, que desrespeitavam inúmeras leis trabalhistas. Dessas investigações, já haviam sido emitidas multas de aproximadamente 2 milhões de reais. Ao irem a Aguaí para novas investigações, os auditores acabaram sofreram a emboscada que lhes levou à morte.

O motorista Aílton Pereira de Oliveira, mesmo baleado, conseguiu fugir do local com o carro. Mas, no Hospital de Base de Brasília, não resistiu e faleceu. Antes, porém, de morrer, declarou que o carro onde estavam havia sido interceptado por um automóvel com homens fortemente armados que teriam descido e fuzilado os fiscais. Eram eles: Erastótenes de Almeida Gonçalves, Nelson José da Silva e João Batista Soares Lages.

Em julho de 2004, apenas seis meses após o crime, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deram por encerradas as investigações. Elas levaram ao indiciamento de nove pessoas acusadas de envolvimento. Alguns como mandantes e outros como intermediários e executores. Entre eles, o atual prefeito de Aguaí, Antério Mânica, e seu irmão Norberto, que estão entre os maiores produtores de feijão do Brasil e do mundo.

Para ter imunidade no processo, Antério se candidatou a prefeito em 2004 pelo PSDB, o partido da mídia e de Aécio em Minas. E se elegeu. Agora, em outubro último, com bem menos votos do que da primeira vez, reelegeu-se.

E pelos bons serviços prestados ao tucanato e por conta de sua conduta ilibada foi condecorado na segunda-feira passada com medalha de honra legislativa pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Trata-se de uma história asquerosa que deveria provocar indignação coletiva na mídia. Claro, se tivéssemos uma mídia que não fosse absolutamente comprometida com um segmento da política, no caso específico, com o PSDB.

Aliás, falando em PSDB, o candidato a prefeito dos tucanos de Jundiaí foi cassado em cinco processos na justiça por uso da máquina pública. Você leu isso nos jornalecos?

E, venhamos, a cassação de Cássio Cunha Lima, governador da Paraíba, também está sendo tratada de uma forma tão carinhosa, mas tão carinhosa, que até parece que ele vem sendo vítima de perseguição judicial. Cassação, aliás, que se deu por unanimidade no STF.
 
Fonte: Blog História Vermelha


Escrito por Juvando às 08:13:58 PM
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A Veja realmente enlouqueceu: Zumbi, "caçador de negro"

Caros professores, transcrevo a leitura crítica do professor Mário Maestri sobre mais uma matéria da Veja travestida de jornalismo. Será que a Veja criará algum dia limites para tantos absurdos?
 

Zumbi caçador de negro
Escrito por Mário Maestri
19-Nov-2008

A proposta de existência de escravidão em Palmares foi apresentada enfaticamente pela grande mídia quando das celebrações do terceiro centenário da destruição da Confederação e morte de seu último dirigente, em 1995. Seus objetivos eram encontrar gancho para a abordagem do transcurso e dessacralizar o sucesso referencial do movimento negro e do mundo do trabalho, naturalizando a opressão através da idéia de que os oprimidos também oprimem, logo e quando podem.

Em 1995, a discussão sobre a escravidão palmarina gorou apenas devido ao sucesso midiático do bate-boca sobre a eventual homossexualidade de Zumbi. Desde então, a afirmação retorna intermitentemente na mídia e em estudos historiográficos, sem que documentação histórica probatória seja apresentada. Continuamos a contar somente com frágeis referências a cativos que, libertados à força pelos palmarinos, adquiririam a plena cidadania apenas após recrutarem outros cativos para os quilombos.

Contribui igualmente para essa despropositada afirmação a frouxidão conceitual e epistemológica atual das ciências sociais, devido à quase geral renúncia à idéia do passado como fenômeno objetivo capaz de ser reconstituído essencialmente pela ciência histórica. A historiografia tem sido reduzida à mera reconstituição literária do ocorrido, e o passado à realidade maleável segundo os interesses do presente.

Saltos lógicos

Na falta de documentação, apóia-se a tese da escravidão quilombola na provável retomada de práticas escravistas africanas nos mucambos da serra do Barriga. A equação é simples: se na África tinha, por que diachos não teria também aqui? Destaque-se que a equação traz imbricada a velha apologia de que os negreiros apenas transferiam os homens e mulheres de uma escravidão de bárbaros para a servidão cristã e civilizada na América. E sem nem mesmo pagarem a passagem!

O artigo "O enigma de Zumbi", de Leandro Narloch, publicado na indefectível Veja (19 de novembro), após lembrar que a idéia de Palmares libertário surgiu nos anos 1960 e 70 sob "influência do pensamento marxista", afirma que, nos "novos estudos", o "retrato que emerge de Zumbi é o de um rei guerreiro que, como muitos líderes africanos do século XVII, tinha um séqüito de escravos para uso próprio". Folga dizer que o jornalista se cuidou em não citar os referidos "novos estudos".

A defesa da escravidão palmarina apoiou-se no silogismo de que não haveria sentido em falar "em igualdade e liberdade numa sociedade do século XVII porque, nessa época, esses conceitos não estavam consolidados entre os europeus" e seriam "impensáveis" nas culturas africanas. Corroborando a proposta, o historiador Manolo Florentino, autor de livro de título sugestivo – Paz das senzalas –, reconstrói o passado a partir de pinote lógico apoiado em premissas fajutas: "Não se sabe a proporção de escravos que serviam os quilombolas, mas é muito natural [sic] que eles tenham existido, já que a escravidão era um costume fortíssimo [sic] na cultura da África.".

Servidão doméstica

Por ignorância e oportunismo, os negreiros europeus identficaram como escravidão as múltiplas formas de servidão doméstica da África pré-colonial. Prisioneiros de guerra, condenados da justiça, indivíduos sem famílias, estrangeiros etc. eram incorporados às famílias extensas, com obrigações e direitos delimitados. Casavam, tinham bens, integravam a comunidade e, em poucas gerações, extinguia-se a lembrança da origem inferior. A posse comunitária da terra e o caráter semi-natural da economia impediam que tais formas de dominação se degradassem na exploração escravista americana, regida pelo açoite de mercado de fome pantagruélica. Identificar servidão africana e escravidão colonial é procedimento analítico inaceitável.

O caráter relativamente benigno daquela servidão devia-se em boa parte à incapacidade e falta de sentido nas sociedades domésticas africanas em investirem substancialmente recursos na subjugação desses agregados. Fenômeno ainda mais premente em comunidades de resistência, como os quilombos, que dependiam do consenso para furtarem-se aos ataques permanentes dos escravistas. É até interessante imaginar os mocambeiros ocupados no combate aos escravistas e de olho nos seus cativos, para que não fugissem e se ... aquilombassem!

E, mesmo que a África tivesse sido sociedade escravista – então, por que exportaria cativos? –, deduzir instituições do Novo Mundo de instituições da África Negra é outro tropeço epistemológico primário. Os quilombos palmarinos e todos os demais foram instituições americanas, e não africanas, nascidas da oposição à escravidão. Quando muito, e nem sempre, eles reelaboraram elementos culturais africanos, já que era materialmente impossível restaurar, no Brasil, a vida do continente negro.

Um Novo Mundo

Os próprios títulos angolanos utilizados em Palmares – nzumbi, nganga nzumba etc. – ganharam no Brasil conteúdos diversos aos que tinham na África. Nesse sentido, como já foi exaustivamente proposto, fenômenos como o kilombo dos yagas, nos sertões da atual Angola, muito pouco têm a ver, no essencial, com o fenômeno identicamente nomeado no Brasil escravista.

Entre as inúmeras sandices do jornalista da Veja, destaca-se certamente a pérola de que o palmarino "não lutava contra o sistema da escravidão". Proposta que reduz aquela população e todos os quilombolas à situação de verdadeiros energúmenos, já que viviam, apenas por querer, metidos na mata, em cima dos serros, por entre cobras e lagartos, longe das maravilhosas praias de areias brancas das Alagoas da época!

Desde os anos 1950, autores como Benjamin Péret, Clóvis Moura, Édison Carneiro, José Alípio Goulart, Décio Freitas empreenderam detidos estudos sobre as comunidades quilombolas que realçaram as inevitáveis contradições entre os mocambeiros e o interesse que tinham em manter-se distante dos escravizadores, sem perder a possibilidade de estabelecer trocas com os mesmos. Tudo isso tem, no mínimo, meio século de vida.

Sobretudo, esses e tantos outros autores sugeriram e apontaram o que foi essencial e único na experiência quilombola, nos limites determinadas pelas condições materiais da época: seu caráter necessariamente libertário, já que eram comunidades em contradição insuperável com a opressão escravista – desculpem- a formulação marxista. Uma liberdade que se materializava nas solas dos pés dos fujões e nos braços armados dos quilombolas, e não em discussões conceituais sobre a igualdade e a liberdade cívica entre os homens, em quimbundo ou latim!

Mário Maestri é historiador e professor do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net

Artigo publicado originalmente no Correio da Cidadania

Fonte: Blog História em Projetos

Escrito por Juvando às 08:11:38 PM
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As estradas mais perigosas do mundo.

1. Bolívia "Estrada da Morte"

North Yungas Road é a estrada mais perigosa. Se outros caminhos poderiam ser considerados intransitáveis, isto põe em risco a vida de qualquer um. A estrada mergulha para baixo quase 3600 metros em uma orgia de grampo para cabelo com curvas extremamente estreitas e abismos enormes.

Um acidente mortal acontece ali a cada par de semanas, 100 a 200 pessoas perecem ali todos os anos. Entre as rotas existem muitos vestígios visíveis de acidentes, com caminhões espalhados ao redor no fundo dos precípicios.








Esta é a única via disponível na área. Os nevoeiros e vapores que sobrem da vegetação vindos dos vales, resultam em uma quase constante visibilidade limitada. 








Aparentemente, algumas empresas fazem negócios nesta estrada, vendendo passeios ciclisticos por esse caminho. "Gravity Assisted Mountain Bike" é um deles. Se você é louco o suficiente, esteja ciente que você será apenas adicionando aos perigos da estrada, como é difícil detectar um ciclista na estrada do grampo para cabelo curvas, muitos caem e seus gritos irão perturbar a paz e o sossego dos moradores nas proximidades.








(photos source)

2. Russia - estrada siberiana para Yakutsk

Esta é a rodovia federal para Yakutsk, é o único meio de chegar lá. Como não existem outras estradas, os intrépidos automobilistas estão condenados a chafurdar na sujeira presente.
Isso pode se transformar em uma grande catástrofe humanitária durante a estação chuvosa, quando o barro cobre a estrada e a transforma em lama intransitável, engolindo caminhões e tratores similares. 











Source: Weblinks
from Pasik's Journal
A estrada no inverno.



Estrada assombrada

Existem também rumores de que num trecho de 30 km da estrada acontecem uma inexplicável quantidade de acidentes automobilísticos. No local suspeito há escoamento subterrâneo de gás que pode provocar o adormecimento de motoristas ...
Isto é pelas provas estatísticas de acidentes e nos contos de sobreviventes, que não lembra de nada antes do acidente e afirmar teram agido estranhamente como se estivessem "drogados".As vítimas sobreviventes reivindicam que investigações sejam feitas neste sentido.

3. Estrada militar na montanhas da Russia-Georgia

 
Estrada na ex-União Soviética (Geórgia), montanhas do Cáucaso.

Enviadas pela primeira vez na pic: (foto por V. Krasnogolovy)

4. Estradas do Nepal, Tibete e Bangladesh

Estradas com destino ao Monte Everest.



A typical India-Nepal Road:



5. Mais perigosa trilha turística (China)

Nem um carro estrada, mas a mais horripilante experiência que você pode ter com suas próprias pernas. Trata-se de um pesado tráfego turístico na área Xian (Mt.Huashan); este link explica mais sobre a área.









Source: Weblinks
 
Fonte: Blog Dark Roasted Blend


Escrito por Juvando às 07:49:09 PM
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